domingo, 20 de janeiro de 2013

Lares de Espiritualidade


“[Instrutor Alexandre:] A primeira instituição visível do Cristianismo foi o lar pobre de Simão Pedro, em Cafarnaum. Uma das primeiras manifestações de Nosso Senhor, diante do povo, foi a multiplicação das alegrias familiares, numa festa de núpcias em pleno aconchego do lar. Muitas vezes visitou Jesus as casas residenciais de pecadores confessos, acendendo novas luzes nos corações. A última reunião com os discípulos verificou-se no cenáculo doméstico. O primeiro núcleo de serviço cristão em Jerusalém foi ainda a moradia simples de Pedro, então transformado em baluarte inexpugnável da nova fé. Inegavelmente, todo templo de pedra, dignamente superintendido, funciona qual farol no seio das sombras, indicando os caminhos retos aos navegantes do mundo, mas não podemos esquecer que o movimento vital das idéias e realizações baseia-se na igreja viva do espírito, no coração do povo de Deus. Sem adesão do sentimento popular, na esfera da crença vivida no âmago de cada um, qualquer manifestação religiosa reduz-se a mero culto externo. Por isso mesmo. André, no futuro da Humanidade, os templos materiais do Cristianismo estarão transformados em igrejas-escolas, igrejas-orfanatos, igrejas-hospitais, onde não somente o sacerdote da fé veicule a palavra de interpretação, mas onde a criança encontre arrimo e esclarecimento, o jovem a preparação necessária para as realizações dignas do caráter e do sentimento, o doente o remédio salutar, o ignorante a luz, o velho o amparo e a esperança. O Espiritismo evangélico é também o grande restaurador das antigas igrejas apostólicas, amorosas e trabalhadoras. Seus intérpretes fiéis serão auxiliares preciosos na transformação dos parlamentos teológicos em academias de espiritualidade, das catedrais de pedra em lares acolhedores de Jesus.”

ANDRÉ LUIZ (Espírito); CHICO XAVIER (Médium). Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1945. Cap. 8 – No plano dos sonhos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Perante a Arte


Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.

A arte deve ser o Belo criando o Bom.

Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.

O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.

Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.

Melhoria buscada, perfeição entrevista.

Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a pureza doutrinária.

A arte enobrecida estende o poder do amor.

Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembleias a que se destinem.

A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.

“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossossentimentos em Cristo Jesus.” — Paulo. (FILIPENSES, 4:7.)

ANDRÉ LUIZ (Espírito); CHICO XAVIER (Médium). Conduta espírita. Rio de Janeiro: FEB. [1960]


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Haroldo Dutra Dias e o prefácio de "No Mundo Maior"


Em palestra proferida na “Semana Espírita da União Espírita Mineira de 2012”, o orador espírita Haroldo Dutra Dias aborda um tema específico da Série André Luiz: a conexão entre o mundo físico e o espiritual. Concentra-se, para tanto, no prefácio de Emmanuel a No Mundo Maior (1947).
 
Como sabemos, a viagem reencarnatória está prenhe do mistério sobre o tempo de nosso retorno à pátria espiritual, o que aumenta nossa responsabilidade no que tange às ações para o cumprimento de nossa missão na Terra.
 
Haroldo comenta que, infelizmente, temos por hábito refletir sobre a morte somente quando ela entra em nosso círculo familiar ou no círculo estreito de nossas relações.
 
A cada segundo, espíritos de diferentes localidades terrestres passam para o plano invisível. A grande maioria, como enfatiza Emmanuel, constitui-se de “menores de espírito”.
 
Os espíritos que reencarnam na Terra ainda estão fazendo o percurso da animalidade para a condição de humanidade. Em outras palavras, “não chegamos a ser humanos por completo.”
 
A Providência não exige muito de cada um de nós. Não reclama a angelitude, como muitos pensam, porquanto reconhece nosso real estágio evolutivo.
 
Parte dos desvios morais e da falta de rumos existenciais deve-se à acomodação, à perda da vontade de viver e buscar a reformulação espiritual a todo tempo. “Navegamos sem rota”, elucida Haroldo.
 
Esse quadro se agrava com o materialismo, em particular na crença de que tudo se encerra com o túmulo – daí o cultivo imprudente do hedonismo, da satisfação de prazeres sem-conta. A criatura fica à deriva.
 
“A desencarnação não tem o condão de nos melhorar”, afirma Haroldo. Sim, porque a simples passagem à condição de espírito desencarnado não anula nossa personalidade, incluindo acertos e desacertos. Continuamos os mesmos, a não ser que façamos o esforço para o melhoramento.
 
Importa, então, a evolução consciente. Nosso desafio na Doutrina Espírita é encontrar o objetivo reencarnatório, compreendendo de maneira larga as razões para vivermos nas circunstâncias em que estamos. A obra de André Luiz posiciona-se no centro desse tema.
 
Após essa brevíssima introdução, assista à palestra na íntegra:
 
 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Assuntos de tempo


Se você já sabe quão precioso é o valor do tempo, respeite o tempo dos outros para que as suas horas sejam respeitadas.

Recorde-se de que se você tem compromissos e obrigações com base no tempo, acontece o mesmo com as outras pessoas.

Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende a empregar o tempo com o devido proveito.

Seja breve em qualquer pedido.

Quem dispõe de tempo para conversar sem necessidade, pode claramente matricular-se em qualquer escola a fim de aperfeiçoar-se em conhecimento superior.

Trabalho no tempo dissolve o peso de quaisquer preocupações, mas tempo sem trabalho cria fardos de tédio, sempre difíceis de carregar.

Um tipo comum de verdadeira infelicidade é dispor de tempo para acreditar-se infeliz.

Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para realizar maravilhas.

Observe quanto serviço se pode efetuar em meia hora.

Quem diz que o tempo traz apenas desilusões, é que não tem feito outra cousa senão iludir-se.

ANDRÉ LUIZ (Espírito); CHICO XAVIER (Médium). Sinal Verde. São Paulo: CEC.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

André Luiz e Chico Xavier



Nova Edição de Testemunhos

Em Testemunhos de Chico Xavier (FEB, 1986), Suely Caldas Schubert destaca e comenta passagens de diálogos epistolares entre Chico Xavier e Wantuil de Freitas, presidente da Federação Espírita Brasileira entre 1943 e 1970.  Além de registrar passos da vida daquele humilde apóstolo do Cristo em sua seara mediúnica, guarda momentos históricos significativos do movimento espírita brasileiro.

No capítulo “Surge André Luiz...”, traz preciosas informações sobre o desenvolvimento do trabalho de André Luiz, supervisionado por “autoridades espirituais”, incluindo Emmanuel, no que se refere às narrativas sobre a vida no mundo espiritual. Escreve Chico em uma das cartas:

Noto, contudo, que Emmanuel, desde fins de 1941, se dedica, afetuosamente, aos trabalhos de André Luiz. Por essa época, disse-me ele a propósito de “algumas autoridades espirituais” que estavam desejosas de algo lançar em nosso meio, com objetivos de despertamento. Falou-me que projetavam trazer-nos páginas que nos dessem a conhecer aspectos da vida que nos espera no “outro lado”, e, desde então, onde me concentrasse, via sempre aquele “cavalheiro espiritual”, que depois se revelou por André Luiz, ao lado de Emmanuel. Assim decorreram quase dois anos, antes do “Nosso Lar”. (p. 97)

O médium da Série André Luiz conta como se aproximou do autor de Nosso Lar, firmando nova amizade:

Dentro de algum tempo, familiarizei-me com esse novo amigo. Participava de nossas preces, perdia tempo comigo, conversando. Contava-me histórias interessantes e muitas vezes relacionou recordações do Segundo Império, o que me faz acreditar tenha sido ele, André Luiz, também personalidade da época referida. Achava estranho o cuidado dele, o interesse e a estima; entretanto, decorrido algum tempo, disse-me Emmanuel que estava o companheiro treinando para se desincumbir de tarefa projetada e, de fato, em 1943, iniciava o trabalho com “Nosso Lar”. (p. 98)

Mais à frente, Chico alude ao cuidado da espiritualidade superior na transmissão de informações aos encarnados sobre temas envolvendo o mundo maior. Do período de psicografia de Missionários da Luz (1945), tem-se amostra desse zelo na iluminação espiritual da humanidade:

Desde então, vejo que o esforço de Emmanuel e de outros amigos nossos concentrou-se nele, acreditando, intimamente, que André Luiz está representando um círculo talvez vasto de entidades superiores. Assim digo porque quando estava psicografando o “Missionários da Luz”, houve um dia em que o trabalho se interrompeu. Levou vários dias parado. Depois, informou-me Emmanuel, quando o trabalho teve reinício, que haviam sido realizadas algumas reuniões para o exame de certas teses que André Luiz deveria ou poderia apresentar ou não no livro. Em psicografando o capítulo Reencarnação, do mesmo trabalho, por mais de uma vez, vi Emmanuel e Bezerra de Menezes, associados ao autor, fiscalizando ou amparando o trabalho.” (p. 99)


Outras epístolas de Chico apontam para diferentes estágios de sua parceria mediúnica com o espírito André Luiz.

Aqui, deu-se ênfase somente ao princípio dos trabalhos envolvendo uma Série de Obras fundamentais para a compreensão do mais além. Nunca é demais destacar que tal conjunto de livros exerce função subsidiária e complementar à Codificação Kardequiana, o que reforça seu caráter auxiliar na conquista de algo para o qual alerta Emmanuel no prefácio de Nosso Lar:

[...] os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e que, em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do ESPIRITISMO e do ESPIRITUALISMO, mas, muito mais, de ESPIRITUALIDADE. 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Perante Jesus




Em todos os instantes, reconhecer-se na presença invisível de Jesus, que nos ampara nas obras do Bem Eterno.

Aceitou-nos o Cristo de Deus desde os primórdios da Terra.

Nos menores cometimentos, identificar a Vontade Superior, promovendo em toda parte a segurança e a felicidade das criaturas.

Cada coração humano é uma peça de luz potencial e Jesus é o Sublime Artífice.

Lembrar-se de que o Senhor trabalha por nós sem descanso.
Autor desconhecido.
Repouso indébito, deserção do dever.

Sem exclusão de hora ou local, precaver-se contra o reproche e a irreverência para com a Divina Orientação.

O acatamento é prece silenciosa.

Negar-se a interpretar o Eterno Amigo por vulgar revolucionário terreno.

Reconheçamo-lo como a Luz do Mundo.

Renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício.

Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em Espírito.

Identificar a posição que lhe cabe em relação a Jesus, o Emissário de Deus, evitando confrontos inaceitáveis.

O homem que exige seja o Cristo igual a ele, pretende, vaidosamente, nivelar-se com o Cristo.

Em todas as circunstâncias, eleger, no Senhor Jesus, o Mestre invariável de cada dia.

Somos o rebanho, Jesus é o Divino Pastor.


“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” — Paulo. (COLOSSENSES, 3:23.)

ANDRÉ LUIZ (Espírito); CHICO XAVIER (Médium). Conduta espírita. Rio de Janeiro: FEB. [1960]


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Programação do ECOAR 2013


9 DE FEVEREIRO. SÁBADO

18h30 – 19h00 | RECEPÇÃO E ALEGRIA CRISTÃ
Equipe de Recepção
Grupo Harmonia

19h00 – 19h15 | PRECE E BOAS-VINDAS
Melchisedeck A. Campos

19h15 – 19h30 | ABERTURA DO ECOAR
Coordenação do ECOAR 2013

19h30 – 20h30 | PALESTRA: A vida no mundo espiritual: uma abordagem da série André Luiz
João Rabello (FEB)

20h30 – 21h00 | PERGUNTAS DO PÚBLICO AO PALESTRANTE
moderação: Coordenação do ECOAR 2013

21h00 – 21h30 | AGRADECIMENTO, CONCLUSÃO E PRECE
Coordenação do ECOAR 2013



10 DE FEVEREIRO. DOMINGO

13h30 – 14h00 | RECEPÇÃO E ALEGRIA CRISTÃ
Grupo Harmonia

14h00 – 14h10 | PRECE E BOAS-VINDAS
Coordenação do ECOAR 2013

14h10 – 14h40 | TEATRO: Encontro de Chico Xavier e André Luiz
Mocidade Espírita Raphael Thoms (MERT)

14h40 – 15h45 | ECOAR ENTREVISTA: Geraldo Campetti (FEB)
Coordenação do ECOAR 2013

15h45 – 16h10 | INTERVALO E EXPOSIÇÃO
- Exposição de Obras do Concurso Cultura do ECOAR 2013

16h10 – 17h10 | OFICINAS TEMÁTICAS: Missionários da Luz (1945)
Coordenadores das Oficinas

17h10 – 17h30 | TEATRO: Lindos Casos de André Luiz
Mocidade Espírita Raphael Thoms

17h30 – 18h30 | PALESTRA: A psiquiatria e as psicologias em No Mundo Maior (1947)
Mauro Gleisson (GAEEB)

18h30 – 19h00 | MÚSICA E PRECE
Coral Nilo Sheik (GAEEB)



11 DE FEVEREIRO. SEGUNDA-FEIRA

13h30 – 14h00 | RECEPÇÃO E ALEGRIA CRISTÃ
Grupo Harmonia

14h00 – 14h10 | PRECE E BOAS-VINDAS
Coordenação do ECOAR 2013

14h10 – 14h25 | TEATRO: Lindos Casos de André Luiz
Mocidade Espírita Raphael Thoms (MERT/GAEEB)

14h25 – 15h40 | MINIPALESTRAS: Ação e Reação (1956)

15h40 – 16h00 | INTERVALO E EXPOSIÇÃO
- Exposição de Obras do Concurso Cultura do ECOAR 2013

16h00 – 16h15 | MESA-REDONDA: Ação e Reação

16h15 – 17h15 | OFICINAS TEMÁTICAS: Libertação (1949)

17h15 –17h30 | MOMENTO MUSICAL E PRECE
Grupo Em Cantos



12 DE FEVEREIRO. TERÇA-FEIRA

13h30 – 14h00 | RECEPÇÃO E ALEGRIA CRISTÃ
Grupo Harmonia

14h00 – 14h10 | PRECE E BOAS-VINDAS
Coordenação do ECOAR 2013

14h10 – 14h40 | RECORDAR (RECOAR) É VIVER
Coordenação do ECOAR 2013

14h40 – 15h40 | MINIPALESTRAS: Mediunidade na Série André Luiz

15h40 – 16h00 | DINÂMICA
Mocidade Espírita Raphael Thoms (MERT)

16h00 – 16h15 | INTERVALO E EXPOSIÇÃO
- Exposição de Obras do Concurso Cultura do ECOAR 2013

16h15 – 17h15 | OFICINAS TEMÁTICAS: Sexo e Destino

17h15 – 17h30 | PREMIAÇÃO DO CONCURSO CULTURAL
Coordenação do ECOAR 2013

17h30 – 18h00| AVALIAÇÃO, AGRADECIMENTOS, ECOAR 2014 E PRECE
Coordenação do ECOAR 2013