sábado, 3 de janeiro de 2015

Tolerância


"Em termos de psicologia profunda, a questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade em relação àquele que erra. 


"O problema do pecado pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em doloroso processo de autoflagelação, buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na economia da consciência. 

"A culpa é sombra perturbadora na personalidade. responsável por enfermidades soezes, causadoras de desgraças de vária ordem. 

"Insculpida nos painéis profundos da individualidade, programa, por automatismos, os processos reparadores para si mesma. 

"Toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos arbitrários, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o acusador, ele próprio uma consciência sob o peso de vários problemas. 

"Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, realiza um fenômeno de projeção da sua sombra em forma de autojustificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas. 

"A tolerância, em razão disso, a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer. 

"Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos escusos e vingança-prazer em constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes."

Joanna de Ângelis (Espírito). Jesus e Atualidade. Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Salvador (BA): LEAL, 1989. Cap. 5 - Jesus e tolerância.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Programação e Inscrições



A programação do ECOAR 2015 está imperdível. Confira no menu acima.

As inscrições são GRATUITAS. Basta preencher o formulário eletrônico:  http://goo.gl/forms/MjJKa8K3y6

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ECOAR 2014: 150 de O Evangelho Segundo o Espiritismo



No encarte Brasil Espírita, que acompanhou o Reformador do mês passado (janeiro/14), tivemos a grata surpresa de encontrar uma singela divulgação do ECOAR 2014.


A exemplo da FEB, ajude-nos na divulgação do nosso ECOAR.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Encontros espirituais



Com "Encontros espirituais", Elda Evelina, além de vencer o Concurso Cultural do ECOAR 2013 (Categoria: Artes Visuais), mostrou a todos um belíssimo trabalho de arte espírita. Apreciem!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Programação: Palestra de Abertura com João Rabelo (FEB)


A palestra de abertura, que tem como título o próprio tema do ECOAR (A vida no mundo espiritual), ficará a cargo de JOÃO RABELO, diretor da Federação Espírita Brasileira, foi o coordenador geral do último Congresso Espírita Brasileiro (2010). Suas exposições são bastante instrutivas, ricas de relatos e histórias interessantes.

Anote na Agenda:
- 9 de Fevereiro de 2013, sábado, às 19h30.
- Grupo de Assistência Espiritual Eurípedes Barsanulfo - GAEEB.Setor D sul, Área especial 18 – Taguatinga-DF. Auditório Raphael Thoms.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Culto Doméstico


Em Os Mensageiros, no capítulo homônimo ao do título deste artigo, encontramos D. Isabel, viúva e mãe muito devotada, em reunião com seus três filhos, para a realização do Culto no Lar.

A reunião inicia-se com a prece da pequena Neli (9 anos).

A presença de trabalhadores invisíveis não se fez esperar.

Cumpre acrescentar que aquele lar representava uma das Oficinas da colônia espiritual de Nosso Lar na cidade do Rio de Janeiro.

Joaninha, a filha mais velha, fez a primeira leitura, com base em obra doutrinária. Em seguida, leu notícia de um episódio triste, do noticiário comum, relativo a um suicídio.

Vencida essa etapa, D. Isabel abre o Novo Testamento, lendo o capítulo 13, versículo 31, do Evangelho de São Mateus: “Outra parábola lhes propôs, dizendo: - O Reino dos Céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem tomou e semeou no seu campo.”

A breve lição encerrava ensinamento profundo. Inspirada pelo amigo espiritual Fábio Aleto, D. Isabel realiza a interpretação espiritual da passagem lida.

Primeiro, a matriarca elucida o caso da jovem suicida, destacando que “ninguém comete erros por amar verdadeiramente”. Sua entrega a paixões que rebaixam os sentimentos foi a causa de sua partida precoce. Pelo exemplo, D. Isabel ensina a seus filhos a ajudarem a jovem desencarnada: “Lembremos, todavia, essa amiga desconhecida, com um pensamento de simpatia fraternal. Que Jesus a proteja nos caminhos novos. Não estamos examinando um ato, que ao Senhor compete julgar, mas um fato, de cuja expressão devemos extrair o ensinamento justo.”

Novas luzes são lançadas na interpretação do trecho evangélico. Deixaremos aqui para nossa reflexão nesse início de semana:

A mensagem evangélica desta noite assevera, pela palavra do nosso Divino Mestre aos discípulos, que o reino dos céus é também “semelhante ao grão de mostarda que o homem tomou e semeou no seu coração”. Devemos ver, neste passo, meus filhos, a lição das coisas mínimas. A esfera carnal onde vivemos está repleta de irreflexões de toda sorte. Raras criaturas começam a refletir seriamente na vida e nos deveres, antes do leito da morte física. Não devemos fixar o pensamento tão só nessa jovem que se suicidou em condições tão dramáticas, ao nos referirmos aos ensinos de agora. Há homens e mulheres, com maiores responsabilidades, em todos os bairros, que evidenciam paixões nefastas e destruidoras no campo dos sentimentos, dos negócios, das relações sociais. As mentes desequilibradas pela irreflexão permanecem, neste mundo, quase por toda a parte. É que nos temos descuidado das coisas pequeninas. Grande é o oceano, minúscula é a gota, mas o oceano não é senão a massa das gotas reunidas. Fala-nos o Mestre, em divino simbolismo, da semente de mostarda. Recordemos que o campo do nosso coração está cheio de ervas espinhosas, demorando, talvez, há muitos séculos, em terrível esterilidade. Naturalmente, não deveremos esperar colheitas milagrosas. É indispensável amanhar a terra e cuidar do plantio. A semente de mostarda, a que se refere Jesus, constitui o gesto, a palavra, o pensamento da criatura.
[...]
Toda vez que ‘pegarmos’ desses grãos, consoante a Palavra Divina, semeando-os no campo íntimo, receberemos do Senhor todo o auxilio necessário. Conceder-nos-á a chuva das bênçãos, o sol do amor eterno, a vitalidade sublime da esfera superior. Nossa semeadura crescerá e, em breve tempo, atingiremos elevadas edificações. Aprendamos, meus filhos, a ciência de começar, lembrando a bondade de Jesus a cada instante. O Mestre não nos desampara, segue-nos amorosamente, inspira-nos o coração. Tenhamos, sobretudo, confiança e alegria!”
ANDRÉ LUIZ (Espírito); CHICO XAVIER (Médium). Os Mensageiros. Rio de Janeiro: FEB, 1944. Cap. 35 – Culto Doméstico.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Lares de Espiritualidade


“[Instrutor Alexandre:] A primeira instituição visível do Cristianismo foi o lar pobre de Simão Pedro, em Cafarnaum. Uma das primeiras manifestações de Nosso Senhor, diante do povo, foi a multiplicação das alegrias familiares, numa festa de núpcias em pleno aconchego do lar. Muitas vezes visitou Jesus as casas residenciais de pecadores confessos, acendendo novas luzes nos corações. A última reunião com os discípulos verificou-se no cenáculo doméstico. O primeiro núcleo de serviço cristão em Jerusalém foi ainda a moradia simples de Pedro, então transformado em baluarte inexpugnável da nova fé. Inegavelmente, todo templo de pedra, dignamente superintendido, funciona qual farol no seio das sombras, indicando os caminhos retos aos navegantes do mundo, mas não podemos esquecer que o movimento vital das idéias e realizações baseia-se na igreja viva do espírito, no coração do povo de Deus. Sem adesão do sentimento popular, na esfera da crença vivida no âmago de cada um, qualquer manifestação religiosa reduz-se a mero culto externo. Por isso mesmo. André, no futuro da Humanidade, os templos materiais do Cristianismo estarão transformados em igrejas-escolas, igrejas-orfanatos, igrejas-hospitais, onde não somente o sacerdote da fé veicule a palavra de interpretação, mas onde a criança encontre arrimo e esclarecimento, o jovem a preparação necessária para as realizações dignas do caráter e do sentimento, o doente o remédio salutar, o ignorante a luz, o velho o amparo e a esperança. O Espiritismo evangélico é também o grande restaurador das antigas igrejas apostólicas, amorosas e trabalhadoras. Seus intérpretes fiéis serão auxiliares preciosos na transformação dos parlamentos teológicos em academias de espiritualidade, das catedrais de pedra em lares acolhedores de Jesus.”

ANDRÉ LUIZ (Espírito); CHICO XAVIER (Médium). Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1945. Cap. 8 – No plano dos sonhos.